PSICOTERAPIAS DIFÍCEIS (M)


Dificeis-C

Este livro descreve 4 casos em que a terapia foi muito tardia ou extremamente difícil e até impossível, por não se terem tomado as medidas profilácticas necessárias, nem ter havido uma colaboração indispensável do próprio e, muito menos da família.

Por este motivo, além dum possível despiste e duma intervenção atempada, adequada e séria,  insiste-se imenso na prevenção, com uma «EDUCAÇÃO» adequada para a boa estruturação da personalidade, a fim de evitar males maiores, às vezes, irrecuperáveis e alienantes.

Caso do «Mijão».
Um empresário de sucesso emigrado para a Venezuela, ainda «molhava a cama» aos 25 anos de idade, depois de casado e com filhos. Envergonhado e sem outro recurso senão «aguentar» a situação, foi-se desenvencilhando até conseguir que um psicólogo o ajudasse a reduzir a sua «dificuldade» paulatinamente e com muita perseverança, socorrendo-se de muitos exemplos de outras pessoas mais jovens e com a prática que era necessária da sua parte. As técnicas de modificação do comportamento utilizadas neste caso de enurese, foram posteriormente aplicadas com uma criança conhecida dum seu amigo de infância. De extrema utilidade e de fácil aplicação, são um dos meios psicoterapêuticos de maior divulgação nos Estados Unidos da América e nos países de expressão anglófona.

Caso do «Calimero».
Um rapaz de 21 anos, esteve em psicoterapia convencional de aconselhamento cerca de 2 anos por ter subidas bruscas de tensão arterial, além de medos e aflições constantes. Deixou de estudar e de viajar em transportes públicos, ficando quase incapaz de ir a Lisboa ou viajar em transporte familiar durante mais do que uma hora, sem sair para «arejar». Havendo pouca colaboração conjugada dos pais, submetido à terapia de Imaginação Orientada e com pouca colaboração sua, conseguiu melhorar substancialmente dentro de um ano, ao fim de 35 períodos de terapia. Contudo, a sua pouca colaboração não ajudou a que atingisse um desempenho melhor que foi obtido somente ao fim de mais de dois anos. A média desses medos que atingia 9,70 na 2ª semana de psicoterapia, baixou para 6,12 na 40ª semana e para 4,52 na 84ª semana.
Este jovem, por ter dificuldades na aprendizagem, especialmente na leitura, tinha sido apoiado em terapia da fala com recurso a psicólogos e outros terapeutas e médicos, sem muitas melhorias. Continuando assim até ao 11º ano, começou a apresentar mais dificuldades, apesar de ser apoiado em psicologia e psicoterapia nos últimos tempos. Não tendo passado de 11º ano durante 4 anos, até aos 21, conseguiu concluir uma Licenciatura em Artes Fotográficas aos 26, com 16 valores e expectativa dum bom emprego.

Caso da «Perfeccionista»
Uma médica em vias de especialização, foi submetida a psicoterapia porque sentia dificuldades na realização do seu estágio profissional e no contacto com os outros. Filha dum farmacêutico, já falecido, vivia muito os problemas dos pais, especialmente da mãe, que desejava que a filha tivesse muito boas notas, tal como o pai também quereria. Tendo conseguido melhoras substanciais com o apoio psicológico, piorou as notas quando a mãe, devido ao seu desconhecimento de que a psicoterapia dá melhores resultados sem o acompanhamento de medicamentos, a obrigou a consultar o psiquiatra porque a viu nervosa na véspera do exame. Sendo imediatamente medicada, foi ao exame e baixou a nota regular do estágio, de 15 para 13. Isto fez com que o psicólogo que a tinha apoiado, deixasse de a acompanhar enquanto estivesse com a medicação. Passado algum tempo, continuando a ter forte contacto com a mãe e com acompanhamento psiquiátrico, esta médica começou a ter ideias de suicídio, passando posteriormente a ameaçar a mãe de que também a mataria. Foi diagnosticada como sofrendo de psicose bipolar benigna, continuando a submeter-se à medicação, cada vez mais forte.

Caso do «Pasteleiro»
Um senhor que tinha vários medos e, por isso, dizia que não conseguia trabalhar num determinado emprego apesar de ser um bom pasteleiro, submeteu-se à psicoterapia. Pouco conseguiu relaxar mas, quando melhorou um pouco, foi proposto que enfrentasse os medos de andar na rua. Não aceitou e teve imediatamente familiares que disseram não ser aconselhável, prontificando-se ir buscá-lo à porta do consultório, mesmo sem o deixar esperar alguns minutos pelo transporte. Descobriu depois que se sentia homossexual e por, isso, não conseguia estar no emprego. Aos poucos, ia «descobrindo» mais maleitas para «ficar doente» e ir ao médico que mandava fazer exames, análises, etc. A família colaborava com ele mas desejava que ele ficasse «curado» sem o ajudar a enfrentar as suas dificuldades. As organizações religiosas que a família frequentava também tinham muita «compreensão» quando ele se mostrava incapaz. Em psicoterapia, não existe qualquer método, mesmo que seja muito violento, que ajude uma pessoa a ficar boa, se ela assim o não desejar. Os métodos violentos e coercivos podem ser utilizados em alguns regimes prisionais mas, mesmo assim, não dão bons resultados para o próprio indivíduo.

Em qualquer destes 4 casos, o meio ambiente não ajudou, se não tiver desajudado além de que  os conhecimentos dos interessados sobre o funcionamento da ciência psicológica eram poucos. Os interessados não desejaram ler muita coisa, os treinos foram reduzidos e a sua colaboração deixou muito a desejar, cada um à sua maneira. Numa psicoterapia eficaz, a colaboração do próprio é extremamente importante, reservando-se ao psicoterapeuta o papel de guia, orientador ou catalizador.

(Centro de Psicologia Clínica) ISBN 978-972-725-041-7;
14×21 [cm] / 216 páginas  25,00 € (por publicar)

Enquanto não encontrar este livro, pode utilizar, em sua substituição, relacionado apenas com o «caso» do «Mijão»:

MOLHAR A CAMA NÃO INTERESSA! (PLÁTANO, ISBN 972-707-311-5).

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A utilização de cada livro em casos individuais pode ser obtida com a consulta do post HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada.

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Veja o Relatório Anual de 2012 para este blog.

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