PSICOPATA! Eu? (G)


«Caso» do Joel:

Filho de pais separados e litigantes, foi entregue pelo tribunal, desde tenra idede, aos cuidados da avó paterna que o internou, entre os 8 e os 15 anos, num colégio interno «muito conceituado», donde saía só nas férias, passando lá os fins-de-semana, quase sozinho. Concluiu apenas o 6º ano por «ser fraco da cabeça». Não tinha amigos, a não ser um cão, quase abandonado, que brincava com ele no pátio de recreio desse internato.

Durante o namoro com uma jovem «adoptada», que vivia no apartamento fronteiro ao da avó, tentou matá-la por três vezes, por se sentir rejeitado e traído por ela, que era bastante interessante e muito cortejada.

Depois de ter sido diagnosticado, provisoriamente, por um psiquiatra, como PSICOPATA, foi apoiado em psicoterapia com a técnica de Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) e ensaios incipientes e inadvertidos da Imaginação Orientada (IO), sem autohipnose. Só 17 sessões, bastante prolongadas (2 horas e meia ou mais), muita leitura, prática do relaxamento muscular e mental, análise do passado e «descoberta» do seu sentido de vida e de novas formas de reagir, foram o único apoio que teve em psicoterapia «não oficial e voluntária», indispensável mas suficiente para conseguir superar as dificuldes de toda uma vida de um quarto de século de desassossêgo, inferiorizações e recalcamentos. 

Passado algum tempo, depois de ter melhorado substancialmente com muito empenho seu, além de treino continuado e perseverante, soube que a «sua noiva» tinha emigrado subitamente por indicação do psiquiatra, «para não ser morta pelo Joel». Rescindindo o contrato num tempo da reestruturação da empresa onde trabalhava e tendo conseguido montar, sozinho, uma pequena actividade empresarial com a indemnização obtida, encontrou o psicólogo que o ajudara inicialmente na psicoterapia e perguntou-lhe, muito admirado:
PSICOPATA! Eu?
E tinha toda a razão.

O seu caso foi apresentado no 1º Congresso de Psicologia, em 1979, 2 anos depois de ter sido dado como concluído com melhoria a 50%. Assistindo a essa apresentação, por vontade sua, anonimamente e muito bem vestido, sentado entre duas psicólogas, Joel  «não as estrangulou…» apesar de elas terem feito reparos inadequados e disparatados acerca do caso, quase ofensivos para ele, e até concordando com elas.

Contudo, achava que os seus actos para com a «noiva» não tinham sido adequados, mas que um dos factores importantes para esse seu comportamento, tinha sido a deficiência de educação e do seu ambiente familiar, social e escolar (D), além da falta de qualquer apoio pedagógico ou psicoterapêutico atempado (I).

Em longa conversa posterior com o psicólogo, conseguiu compreender o modo como os «testes» psicológicos, bem aplicados e criteriosamente interpretados, podem ajudar a avaliar e orientar a psicoterapia. Além disso, depois de muitas leituras e conversas com o psicólogo, conseguiu fazer as necessárias «viagens ao interior da sua mente» para orientar a sua vida de modo completamente diferente e em boa paz e harmonia consigo próprio, continuando solteiro apesar de ter sido defraudado da única companhia que lhe interessava, de facto: a «sua noiva».

Estes «rótulos», dados  às vezes por «conveniência de serviço», podem, muitas vezes, perturbar o próprio e até ser prejudiciais para a sua interacção profissional, familiar e social. Por isso, melhor é antes prevenir do que tarde remediar, frequentemente, muito mal.

No momento dos seus «actos infelizes», Joel não passava de um neurótico reactivo depressivo e inferiorizado, completamente recuperável e recuperado, tendo reagido perante uma grande frustração, podendo ser que nem isso acontecesse se tivessem sido tomadas as devidas acções preventivas e profilácticas muito fáceis de se manter. 

Discutem-se também os casos de Renato Seabra (2011), e Anders Breivik (2012) realçando a importância da EDUCAÇÃO e do ambiente familiar como um meio preventivo e profiláctico. E os jihadistas actuais?

Toda a actuação do Joel na sua própria psicoterapia e prevenção, depois de muitas leituras e de ter consultado o blog [psicologiaparaque.wordpress.com], levou-o a solicitar ao psicólogo que incluísse no final do «seu» livro uma LISTA DE PROCEDIMENTOS que ajudasse outras pessoas em dificuldade a promover uma profilaxia e prevenção ou até uma psicoterapia por iniciativa própria e pouca ajuda de especialistas.

Logo que se soube do falecimento do Joel, ficou decidido que, em vez dessa Lista de Procedimentos, seria preparado, em sua homenagam, o livro especificamente destinado à «AUTO{psico}TERAPIA» (P)

 

ÍNDICE

Prefácio
Profilaxia
A história Inicial
A psicoterapia em si
As sessões terapêuticas
Algumas curiosidades
As medidas de avaliação e de progresso
Discussão do «caso»
O problema dos diagnósticos
Os percalços na psicoterapia
As provas projectivas e…
Anos depois
Reencontro com Joel
Resumo do conteúdo das obras indicadas
Bibliografia

(Centro de Psicologia Clínica)   ISBN: 978-972-725-037-0
14×21 [cm],/ 96 páginas,  12,00 € (por publicar)

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